sexta-feira, 23 de agosto de 2013

QUANDO TE LI




Quando te li,
saltei linhas sem saber,
sem ler o que escrevias.
Gostei das palavras,
como se fossem a pele,
como se tivessem cheiro.
Falas-te-me na diferença,
um anzol que mordi.

Quando te li,
parei por momentos
sem perceber porquê.
O que disseste foi a alma,
foi  a semente fraca que plantei.
Regada do meu espanto,
cresceu, ao toque das lágrimas,
por cada sorriso que não vi.

Quando te li,
acreditei nos sonhos.
Provei a minha teimosia,
com o sabor do mel.
Adocei a minha razão,
a vida fez sentido 
e fiquei. Fiquei aqui.

Quando te li,
brilharam cores, 
janelas abertas,
todas as estrelas
num espaço aberto,
como o meu peito.
A solidão ficou triste,
perdi-a por ti.

Quando te li,
saltei as linhas,
parei nos momentos,
acreditei nos sonhos,
brilharam as cores,
acordei a paixão.

Quando te li,
apaixonei-me.
Por ti!

23AGOSTO2013

6 comentários:

  1. É bem isso que um livro faz mesmo...catapulta-nos na mais alta nuvem...E há também pessoas, cuja alma tem uma redação bem formatada, que nos faz, nos tornarmos os melhores interpretes da vida.
    Parabéns, belo poema!!!

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    1. Obrigado pelo comentário Maurício Soares, abraço!

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