domingo, 25 de outubro de 2015

FICO À ESPERA...






Ao olhar para o Mundo,
Chego a várias conclusões.
Não sei se ria, se chore,
Se viva o dia a dia,
Se desligue o futuro.
Acho uma irresponsabilidade,
Um egoísmo fingido,
Onde todos os medos,
Dão à costa em maré vazia.
E por ali ficam...
Medos de encarar a realidade.
Um toque ignorante,
Numa paisagem virgem,
Petrificada por toques
De Medusas inexistentes.
Mitologia é o Mundo ido,
Idolatrado à exaustão,
Por peões de senso estranho,
Mesmo que comum,
Elevados a um Olimpo
Que todos queremos.
Sobram os vulgares mortais,
Como eu, como a idade
E a epifania da vontade.
Sobra-me espaço na Alma,
E esta força de uso imediato,
Quando me apetece dar,
Como quase sempre
Até parar por inércia de outros.
Viver é edificar o muro
Que edifica a muralha.
Morar, ficar descansado,
Sem medo de movimentos
Que me abstraiam da calma.
Sentir, é ser Eu e aqui
Porque de todos os outros,
Sobram-me espaços vazios.
Ser agora o que sempre fui,
Sem perder a esperança
De ser sempre o que quero,
É a equação e fórmula certas
Desta minha fome de viver.
Haja paz e um dia por dia!
Fico à espera...


25OUTUBRO2015

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