Ali ao canto,
Há um espaço extra.
Uma cama, com rodas,
Branca.
Tudo é branco.
O chão, as paredes,
O corpo da cama,
Os lençóis, almofadas.
O biombo,
As enfermeiras,
Até tu, Mãe.
Deitada,
A olhar o tecto,
Também branco,
Com os olhos brancos,
A pele pálida,
A mente quase vazia.
Sonhei-te hoje!
Revesti-me da mãe,
Que me escapa aos poucos.
É a desistência que sinto,
E que não posso contrariar.
Se eu te pudesse abraçar...
Será que o Amor acaba assim?
Deixa-me chorar por ti,
Vejo que já não choras.
O meu Amor não acaba aqui!
03SETEMBRO2016
Que delicadeza, que bonito!
ResponderEliminarParabéns!
Grato pelo comentário Yohana!
EliminarGrato pelo comentário Yohana!
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