quinta-feira, 11 de março de 2021

LIBERDADE INATA

 O sonho é liberdade.

A vida é condicionada.

Restrições à liberdade são mordaça na palavra e pensamento. 

Abunda pelo mundo, como a indiferença de palavras doces incompetentes.

Fica bem dizer Liberdade. 

Gostava de ser árvore, para que as raízes não parassem de crescer. Ou rio que não pára apesar das margens. Ou oceano que se vinga do abuso.

Só as crianças são livres na sua inocência.

Só Deus sabe como gostava de continuar a ser criança.

Somos Sol, Ar, Água e Fogo.

Somos o Elemento da Liberdade!


Carlos Lobato 



segunda-feira, 8 de março de 2021

MULHER

 Maternidade 

Início de uma Humanidade 

Projeto divino absoluto

Um útero que cria vida 

Uma mulher que ama

Milagre num momento 

Abrem-se os olhos ao mundo 

Gritos de “o que faço aqui?”

Um primeiro abraço de sangue 

Ternura de um amor inigualável 

Cordão umbilical infinito 

O amor!


08MARÇO2021

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

FALAR COMIGO

 Se a permanência da minha inactividade, 

Fosse premiada, estaria em modo vitorioso neste momento.

O que me abstrai de ser coordenado com o Tempo,

É a memória principal e imediata, que me trai

Com percursos a que não consigo fugir.

Soam-me ecos que se reproduzem,

Num ambiente interno, para que os olhos vejam tudo,

Enquanto fechados, num processo anormal.

Vejo de olhos fechados, perco a visão quando os abro.

Claro que não é função normal das retinas 

É uma dispersão imaginária, onde crio o que consigo.

Tomar eu, ser o que quero! É uma tentativa de...

Há uma estrutura de vidro frágil,

Que me quebra o ritmo interno e compulsivo.

Tenho obrigatóriamente de ter cuidado comigo,

Para comigo e para meu bem!

O que vejo e oiço do Mundo contemporâneo,

É muito diferente a Arte que me distrai.

Condensa-me de forma negativa, 

Mas é claro que reajo porque o sei.

Precisava de sujar esta folha.

Precisava de preencher com esta simbologia,

Porque é a minha lógica e centro divino.

Falar comigo, é essencial!


08FEVEREIRO2021



domingo, 7 de abril de 2019

POR TEIMOSIA



Por teimosia, acredito na Eternidade.
Ser convicto, é um acto de teimosia.
Com, ou se certeza, é!
Se falasse aqui de Deus, falaria de tanta coisa.
Mas tenho de destacar a maiúscula.
Seja o conceito, qual for, é superior
A qualquer banalidade,
Ou abstenção fácil de pensamento!
Não penso ser eterno,
Mas penso nas formas de infinito.
Neste momento, apenas a fome
É tão real, como real é
A possibilidade de acabar com "ela".
É o presente!
A aberração humana.
quando a inércia vence, induzida ou natural,
Só resta mesmo esperar pelo tique-taque do Tempo.
Deixá-lo passar impávido e sereno,
Pelos que nem sabem que o Tempo existe.
Pelos que nem sabem que a Fome existe.
Aos que só pele mirrada e seca conhecem,
Sem retorno, o meu Amor!
O meu olhar quase tão triste como o real.
Tem dias, em que o simples acto de pensar,
Se torna difícil!


06ABRIL2019

domingo, 17 de março de 2019

FELIZ ...

Podia falar da eternidade, o paradoxo da realidade. Só por isso me identifico com as probabilidades. É tudo uma questão de acreditar. Não me agrada o provável, nem o talvez, mas a real formalidade da execução do que sim. E depois, amo indiscriminadamente. Não em quantidade (apesar de também), mas pela qualidade cingida a uma pessoa tão especial como pensei ser. Estou aqui, a olhar este espaço branco há horas. E só me sai algo como isto. Daí, daqui, eu penso; para quê falar de mim? Dos outros e, para quem? Desde que me ouças, serei, porque já sou feliz!

17MARÇO2019

SER

TORNAR-ME FORTE

O que era para ser um abismo,
transformou-se num alpendre,
onde me embalo ao sabor do vento,
que de tão fraco me torna forte.
Tornar-me forte,
é o cansaço do tempo que
já não me definha as rugas,
pois a pele, arrepiada pelo amor
que farei agora até extenuar,
é o clímax de uma vida farta
de tantos outros amores.
O que tive, que não tive,
que tenho, que vivo,
que viverei, mas acima de todos,
o que sou!
E amo!
E amo-te!

Carlos Lobato

carloslobato50.blogspot.com

sábado, 16 de março de 2019

ENTRE CORPOS

A pele sente. Só o pequeno intervalo entre os corpos nos separa. A distância provado está, não significa nada. O teu cheiro é um arrepiar constante. Quero cheirar-te!  O estímulo para o nosso processo, está dentro do teu peito, terno e aveludado que desde já imagino. Pestaneja por cada vez que te disser o que sinto.
A nudez é tão irreversível como nós.

16MARÇO2019




quinta-feira, 25 de outubro de 2018

EU E O VENTO



Acordei com um silvo.
Um sopro de vento.
Envergonhado,
Sem grande coragem.
Se o procurar,
Só a mim me encontro,
num dos extremos do silvo.
De um sopro,
Farei vento.
Do vento,
Farei vendaval.
E eu num dos extremos do vento.
Sei que faço parte do conjunto.
Sei que estou imiscuído na vida.
Se rodar no meu próprio eixo,
Imaginário como o Mundo,
O vento abraça-me.
E eu quero um abraço do vento,
Tão forte como um furacão,
Que me faça levantar do chão,
Que me faça voar num caos
Sem capacidade de orientação.
É o cair no vazio que me retorna ao útero.
Foi o útero que me deu as sensações
Que me trazem a saudade.
E sorrio.
Sorrio à tempestade, e acalmo-a.
Sorrio ao vendaval, e ele desce
Ao nível das folhas caídas do Outono.
Sorrio ao vento e abraço-o,
Com a saudade aveludada do Mundo.
Numa cama de folhas mortas,
Oiço o silvo do vento,
Que me acordou,
E agora me adormece.


25 OUTUBRO 2018

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

A UNICA PREVISIBILIDADE




Quem pode adivinhar o futuro,
Quando o presente ainda dura?
Hipóteses,
Lógica e probabilidades.
Misturar tudo num "shaker",
Agora sim, prever um resultado.
O sabor estará ausente,
Existindo seria intragável.
Para futurologia, tenho um calendário,
Até porque me faz pensar,
Num futuro talvez previsível,
O que traz indiferença.
Quero mais!
Quero o que sonho, sem rodeios.
A integridade é a comunhão de certezas, e
Uma obrigação não essencial,
Mas de resultado prático premente.
Ser honesto, irreverente, acutilante,
É um conjunto de opções sábias,
Como racionalismo e emotividade.
Ser exigente comigo.
É a única previsibilidade.



06AGOSTO2018


VONTADE DIVINA





Tanta gente passou hoje por mim.
Multidão solitária, separado os indivíduos.
Um por um, grupo por grupo...
Há aquela sensação de mar, se olhar de cima.
Tal como as ondas, revertidas em nuvens,
Fico apático numa incerteza mestra.
O medo, a impulsividade, a coragem,
A cobardia, a falsidade, a urgência,
A previsibilidade, o entusiasmo, o Amor...

As pessoas, são como castelos.
Conquistam-se, são conquistadas,
Defendem-se, atacam, são instintos
Que formam muralhas ao medo.
Se gritar, estridentemente, tudo reage,
Instinto e desilusão. Tudo se move
Tudo se sincroniza involuntariamente.

E segue a vida, caindo muros,
Perdendo batalhas, pequenas e objectivas.
Misturam-se os pagens e os cavaleiros,
Sem torneios identificáveis.
O ondular dos corpos, é inquietante.

Se pudesse falar com a multidão,
Um a um, cara a cara...
Entender cada um, interiorizando
Como sinapses eléctricas
Deste meu cérebro ávido.

Mas não.
Fico pelo que faço amiúde.
Observo.
Olho comportamentos,
Desisto da vontade de ser Deus.

A Humanidade é feita assim.
Os humanos perdem-se sozinhos.


06AGOSTO2018 

domingo, 6 de maio de 2018

CREPÚSCULO EMOCIONAL



Não sei o que possa sentir!
Sei que me sinto traído por,
Uma saudade sem limites.
Ainda não partiste!
Acredita que nunca partirás.
O corpo, é um invólucro
Que me farto de referir.
Apenas invólucro.
A alma, que te quero sentir,
Sempre senti, porque é a minha.
É uma sensação de hereditariedade.
Atua Alma, é a minha Alma.
E são contínuas!
São complementares na simplicidade.
São o que és, o que ainda és,
E o que eu sempre serei.
Não sei quanto tempo durará o corpo.
Sei que Deus é paradoxal na emoção.
E é o que me dói.
O que mais me dói, é a dor que fica.
Já o disse algures.
As tuas asas, estão limpas.
As tuas asas, estão prontas.
A janela, se pudesse, seria a meu encargo...
Só me resta o fim do dia,
O Crepúsculo emocional.
Só me resta o nascer do dia,
A auréola da Vida.
Os cheiros bons, as flores,
Os riachos, as crianças e os sorrisos.
Nada disso se perde.
É depois, quando todos estes valores,
Valerem o que realmente valem.
Tudo! Porque valem tudo, e
A razão de termos o valor que temos.
Hoje, é um dia especial.
Hoje é sentir-te assim, e muito mais
Do que qualquer um dia, eu te sentiria.
Hoje é mais um dia,
Em que te chamo Mãe!



05MAIO2018

ETERNAS SAUDADES




Não sei o que diga.
O que diga hoje...
Sei o que sinto.
Ontem, hoje e amanhã!
Sobre, falte ou sobre
O que é ser Amar.
Estou encolhido
Nesta posição fetal
Que me acelera o medo.
Tenho a coragem de te ver,
Porque não te vejo como queria.
Tenho a dor que me corrói
Porque não te sinto fácil.
Nunca foste fácil,
Saio a ti!
Doem-me as entranhas,
O umbigo,
Os pulmões,
Os braços,
As pernas,
O peito...
Doi-me a tua saudade.
Dói-me a saudade que já sinto
Todas as faltas que se mantêm...
Dói-me identificar-me sem ti.
Dói-me ser eu sem existires,
Dói-me a tua partida!
Se choro, ou se chorar,
Não ligues. Não ligues,
Porque não é fraqueza.
Tu sabes!
Sabes que o meu mal sempre foi este.
Nunca ser fraco, dentro desta fraqueza total.
O teu cheiro, a tua pele, fica.
Sempre esteve, mesmo ausente, nunca deixou de estar!
E fica!
Eterna é a capacidade de ser Mãe!
Eterna é a minha saudade. Que já sinto!
Saber que vais, agora, daqui a pouco,
Um pouco mais tarde, é angústia imerecida.
Por ti, para ti, de ti!
O teu olhar, o teu mimo,
Os teu beijos e carinhos,
São a paixão que não vai fugir de mim!
São os valores que pratico,
Sem favor nem adjudicação emocionais.
É o beijo eterno neste infinito
Nesta fetal situação, que me tormenta.
É ver-te assim. Sentir-te assim.
É a paixão até ao meu fim de corpo.
É o Amor sem tempo, a que chamam eternidade.
É tu minha mãe, que Amo!
É de ti que me despeço no corpo.
É a ti que me entrego na Alma.
É por ti que existo, e nada é igual!
Amo-te agora,
E nas nossas Eternas Saudades!



05MAIO2018



sábado, 18 de novembro de 2017

VOLTOU A DÚVIDA





Foi numa tarde como esta,
Onde tudo estava quase certo.
Imaginei-me fora do mundo.
O mesmo mundo,
Mas tão diferente deste.
Um mundo como este,
Com gentes e matéria,
Organismo vivo, de raíz
De caule e flores.
De redomas rachadas,
De ar pesado, rarefeito e artificial.
De águas límpidas, cristais
Que só já os químicos criam.

Foi numa tarde como esta,
Que um sonho me acordou,
E me atenuou o pesadelo.

Sou como alguns,
Vejo-me fora do corpo,
Lá num alto que não defino.
Sou EU, sem matéria,
Sou EU, sem a dúvida,
Um ser quase perfeito.

Quântico quanto baste,
Ultrapassei tudo,
a célula e o átomo
A anos luz da Partícula de Deus.

Tudo é irrisório e ultrapassado.
Só sinto pena da perda.
Do que perdi evoluindo.

Perdi a música,
O prazer do corpo,
A arte como a conheço agora.

Deixar de ser Humano.

Acordei tão longe,
Num futuro tão perto.
Afinal,
Nada me conforma,
Nem me disforma,
Nem me confunde.
Nada é o que parece!

Acordei num lugar, onde...
Onde não existe a dúvida.
Onde a filosofia é passado.
Onde a ciência tem outro nome.

Acordei ao lado de Deus,
O Deus real.

Acordei comigo.

Voltou a dúvida!



18NOVEMBRO2017



sábado, 28 de outubro de 2017

CHEGAR PERTO





Sentir saudade!
Sentir fome na Alma,
Desprotegida por destino.
A viagem está aqui,
Cerrar os olhos
Chegar perto, tão perto,
Que quase toco o desejo.
É um esforço,
Toda a calma disfarçada,
Como um jogo de avatares.
Ser o prolongamento do corpo,
Criar mundos paralelos, e ficar
Aqui, sentado a olhar as letras,
Sem capacidade de discernimento,
Senão esta ilusão.



28OUTUBRO2017


DE UM INÍCIO




Chegaram as sombras, e
Tudo o que admiro por abstrato.
O ondular é incerto,
Como a incerteza do amanhã.
Mas hoje, hoje é um problema bom.
Ultrapassável e desejado.
As folhas, são a luz do Outono
Que me fazem parar e admirar,
Nesta já não dúvida de existência.
É a morte sorridente,
Que dá um sorriso à vida.
Insolente desenrolar cíclico,
Que odeio e amo, não por convicção,
Mas pela dúvida constante
Do início e do fim.
Há este fim real,
Previsível e objectivo. Real.
E o resto?
De que é feito o resto?
O início e outros fins?
Hermética é a evolução
Desenrolada por parcelas.
O nascer do Sol, a pele quente
Energia de um pequeno nada.
Que sou eu senão isto.
Um pouco mais que tudo isto.
Sou o Templo dentro do Templo
A felicidade é feita de ignorância,
Ou será que ignorar é mais leve?
Precisas são as estrelas,
Todas as histórias infantis
Que continuamos a ouvir
Como Príncipes e Princesas
De um mundo ilusório, de tão bom.
Ganhar um dia. Hoje, amanhã e sempre.
A continuidade não é só infinito,
É um projecto que sonho de noite
E que vivo com a intensidade
Da morte de uma Estrela.
A vida é já.
Vivo-a, mas penso!



28OUTUBRO2017

GANHAR UM BEIJO





É quase certo.
O genuíno da verdade.
O presumível,
Diagnóstico de qualidade, é
Motivação agradável.
Ganhar um beijo,
Naquele calor dos lábios
Que faz crescer as rosas.
Os rios correm
Como corre o peito,
Sempre desenfreado
Com as margens ultrapassadas
Por inundação de vontades.
A pele é incompreendida
Até porque arrepiam
A mais pequena parte do irresistível.
Mas para quê correr?
Para e porquê correr
Quando este corcel é manso,
Longínquo e adorável?
É o que a saudade me diz,
Quando fico a um canto
Sentado, e de sonhos acordado.
Faltam as velas,
Os aromas no ar,
Um toque de coisas matreiras
E o amar.



28OUTUBRO2017

quarta-feira, 19 de julho de 2017

SEM MEDO DE PERDAS






Quando o céu adormece,
E a escuridão se ilumina,
É especial o carácter da vida.
Os Mestres sabem falar
De todos os mistérios.
Criam um pátio, palco teatral
Onde os mortais se acomodam
Em supostos lugares pre destinados
Numa plateia sossegada
Num anfiteatro criado à medida.
Só revelam o necessário
Para alimentar a herança da dúvida!
Assim eles dizem, assim eles fazem.
São os anjos, flamejantes máquinas
De Gigantes bíblicos infiltrados?
São os escribas, retomas encomendadas
E alimento para culturas diferentes?
Romantizada é a História,
Que os olhos lêem por tempos
Até que o Tempo os engane.
Nada do que era o é agora.
Sobra sempre o que está acima,
Falta sempre o que está abaixo!
Hermética comunicação dos Deuses,
Ou filosofia de uma existência
Que nos transforma em nano seres
Inventados para entretenimento?!
É certo que pensando,
Temos de adiantar o jogo,
Vivendo-o com individualidade.
Ser livre é a base da lei!
Por isso sou livre,
Por isso penso e digo o que penso.
Não invento, mas assimilo os Ensinos.
Quero aprender, porque é esse o jogo.
Um jogo sem fim,
Este que nos toca jogar.
Joguemos sem medo de perdas
Porque tudo se transforma,
Na forma, entre o corpo e a Alma.




19JULHO2017



domingo, 9 de julho de 2017

HORA DE NADA






É hora de nada.
Absolutamente nada.
Vazios.
Vazio e vácuo.
Inércia.
Silêncio.
Ausência.
Saudade.
É hora de nada!




09JULHO2017

terça-feira, 4 de julho de 2017

A PORTA DO INFINITO





Converter tudo o que sei
Tudo o que quero saber,
Num câmbio emocional,
Seria o negócio do século.
Os impérios ainda existem
Procurados sem coordenadas
Nem tão pouco fronteiras físicas.
Queria um Quinto Império
Anunciado por um Mestre
Que me deu esta paixão.
A auréola, é a conquista
Que cerca o meu estado passivo
De uma devoção não anunciada.
É complexa a caligrafia
Que só o Criador decifra.
Cá em baixo, sinto-me
Assim, ambíguo e vasto
Como se estivesse em cima
Por ser tudo igual.
Só não sei as proporções,
Mas sei da linha divisória
Que mais perto fica
Das janelas das Almas.
Ver. Ver o horizonte
O acima e o abaixo,
Nesta cabala inacabada
Que me estanca a inteligência.
São anciãos que me dizem
De história acumulada
Entregue e edificada
Por guerras de anjos
E fogos de um céu azul.
Romantizar traiu-me.
A sentença foi dada,
O incompleto será eterno.
Conhecimento
É a porta do Infinito.




04JULHO2017

PREOCUPAÇÃO







Preocupação.
Um alvo reverso
às pétalas de rosas.
Espinhos,
Sangue arranhado
por dores agradáveis.
A seiva e
O silêncio.
A homilia da fé,
O exagero do acreditar
A falta de exclusividade.
Desabafos
Pelas orquídeas,
Sensuais ao desejo
na flor do teu corpo.
O espaço
A turbulência inexplicada,
E a genialidade própria.
Pintar-te.
Aguarela ou pigmento
Sulcos, vales e vento
E a fonte de onde bebo.
Preocupação?
Não!
Não! Não!
Perdição nesta efémera estadia
Deleite de noite e de dia,
Porque amar, é além dos corpos.
Mas com eles, sempre neles e
Dentro deles.
Como nós.
Almas...
Mistério e espírito.
De um pai
De um filho
De um Santo,
Aflito pela Eternidade!



04JULHO2017