sábado, 30 de agosto de 2014

SABER (A)MAR




Saber amar.
Sabem?
Vou-vos contar.

Saber amar, é raiz.
Enraizada, profunda;
fica e cresce forte.

Não é lusco fusco,
talvez ou porque sim!

Saber amar, é Poder.
É partilha,
É cumplicidade.
É mistério.

Sem prisões.
Sem desdéns.

Sou feliz,
Mas só assim!

Sei amar até ao fundo,
Crescer o que é profundo.
Alimentar o que é raíz.

Só o amor é maior que o mar.
Basta uma letra!


30AGOSTO2014



sexta-feira, 29 de agosto de 2014

NASCER E SER MAIOR


Nascer e ser maior.
Crescer!
Sonhar,
Sem réstia de dúvidas.
Nunca!
Nunca desistir da felicidade.
Tantas pessoas,
Chegam e partem.
Tantas portas,
Abertas se fecham.
Tanto de tudo,
Um pouco de tudo,
Restolhos,
De quase nada.
Não desistir!
Um lugar comum,
A liberdade!
O indivíduo!
O pensamento!
Sou testemunha e,
Prova de liberdade
Individual.
Sou livre!
Aqui,
O meu espaço,
Um dos espaços,
Onde pertenço.
Com objectivos,
Força de vontade,
Apenas isso,
Alcançar a felicidade!
Nasci, vivi e vivo.
Voltei, fiquei e morri.
Ou morrerei.
Renasci!
Um ciclo infinito,
Inquebrável!
Tudo se transforma.
Nada muda.
Só o tempo!


29AGOSTO2014

ESTADO DE GRAÇA



Estado de graça.
Assim.
Só vento,
solto.
Silêncio,
a Terra.
Margens inundadas,
frágeis as correntes,
Nós apertados,
pedaços de troncos.
Mordaças cortadas,
gritos de sim!
Apetece ser maior!
Crescer por dentro,
sempre, a todo o momento.
Sumir, como o tal vento.
Ver.
Já vejo pouco.
Um quase nada,
porvir.
Materialista inanimado.
Eu,
sensível,
à mais leve sede.
Segue-me,
Sigam-me,
Tragam passos;
Sorrisos e cantorias.
Só o Sol me encandeia,
Só o fogo me queima,
Os de dentro!
Quero tudo,
tanto de tudo;
Quanto baste!
Ficar,
voltar,
a ser!

29AGOSTO2014

terça-feira, 26 de agosto de 2014

TANTA COISA





Falta um acordar.
Falta nascer,
renascer, reencarnar.
Falta o que quiserem.
Mas falta!
Falta inundar a vida.
Faltar alimentar união,
Solidariedade, compaixão.
Falta tanta coisa!
Falta o respeito.
Falta a Humanidade.
Falta ser melhor,
educar em liberdade.
Falta compreender.
Falta confessar.
Falta parar, pensar,
Recuperar o Mundo.
Falta paciência.
Falta indulgência.
Falta tanta coisa!
Falta de tudo,
Até o amor!


26AGOSTO2014

O VEREDICTO



O veredicto é simples.
Culpabilidade ou acusação.
É simples viver com a realidade.
É difícil entender a realidade.
Há uma linha que separa a loucura
de toda a inércia consciente.
Ser louco pode ser clínico,
perfeito se for excentricidade.
É simples o veredicto.
Reagir à negatividade do silêncio.
Do mau silêncio.
Há o bom silêncio.
Inteligente e necessário,
defesa inteligente contra o mal.
Apenas contra o mal!
É simples a verdade.
É simples comunicar.
Não é o abuso,
Não é desdém,
Que alimentam a saudade.
O meu veredicto é simples.
Culpado!
Culpado por tudo o que não.
Culpado por tudo o que sim.
Por nada do pouco que sim.
Culpado pela desilusão.
Tenho pena!
Pois...
Tenho pena
De não ter pena nenhuma.


26AGOSTO2014

sábado, 23 de agosto de 2014

TIVE-TE



Tenho-te.
Tenho-te.
Tive-te!
Tenho-te!
Tanto!
Lábios,
astros,
astrolábios.
Pólos,
Equador.
Tive-te!
Tenho-te!
Amor.
Tenho-te.
Tenho-te.
Tive-te!
Tanto!
Sabor,
Cheiro,
Tacto.
Dor!

23AGOSTO2014

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

PERMANÊNCIA




A permanência é virtual.
Efémera, injusta no mínimo!
Apreciar os cheiros,
as cores, usar e abusar
todos os sentidos humanos.
Estes mimos são prémios,
presentes naturais
para usar a inteligência.
Depois vem o amor.
O inato, animalesco
dedicado e puro do nascimento.
Até os vegetais procriam.
A permanência é um teste.
Uma parte do projecto divino,
porque de divino o chamamos.
Esta arquitectura complexa,
funciona da forma mais simples.
Como o primeiro relógio mecânico.
Evolução permanente, por nós
inconsciente. Tantas vezes...
A permanência, não pode ser longa.
É o domínio de uma vida.
Permanecer é passado.
Permanecer é presente.
Futuro é amanhã, daqui a pouco,
um minuto, dois minutos e,
tudo acaba em fórmula inversa da vida.
É isso triste? Nada!
Nunca nada que finde é triste.
Morrer é renascer.
A permanência é virtual.

22AGOSTO2014

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

TENHO PENA



Um dia, redescobri a ilusão.
Foi estranho!
Já não acreditava em sonhos,
em pessoas e sentimentos.
Adaptei-me aonos seguidos,
à apreciação do Mundo,
das pequenas coisas simples,
das Artes e da felicidade própria.
Acordei um dia, enganado.
Senti na pele um tempo grato,
acreditei que afinal era teimosia.
Teimosia minha em não acreditar.
Passaram alguns anos,
o acreditar retornou à velha teimosia.
Há pessoas boas, sem dúvida que as há!
Boas para uns, más para outros.
A minha entrega é um abismo,
onde sempre caio redondo no vácuo.
Tenho pena!
Tenho pena de ter sonhado.
Tenho pena de ser usado.
Acima de tudo não tenho pena de mim.
Incrívelmente sinto-me feliz.
Sinto-me feliz por ser assim.
Mas tenho pena!
Tenho pena da desilusão.
Tenho pena de quem me desiludiu.
Tanto!
Tanto! Tanto!
A colecção de cicatrizes cresce,
maiores, mais lassas e difíceis de sarar.
Mas saram!
Foi estranha esta ilusão.
Acreditei!
Tanto!
Tanto! Tanto!
Se me chamares de desgraça,
mira-te ao espelho!
Pára e pensa, sózinha
quando desces desse pódium de nada!
Tenho pena.
Tenho pena de ti!


20AGOSTO2014

terça-feira, 19 de agosto de 2014

PORQUE QUERO!




À flor da pele.
A fraqueza.

Sinto porque sinto.

O que cheiro,
O que toco,
O que digo.
Porque quero!

A cumplicidade...

Não tenho nada disto!

Já nada faz efeito.
Já sequer eu sinto,
Porque quero!

Não perco nada!
Não tenho nada,
Não tive nada.
Nem a falta.
Porque quero!

Tenho o amanhã.
Porque quero!

Novas sensações,
Novos vazios,
Novos desejos.
Porque quero!

Faz falta,
O sim,
O não.
Porque quero!

Eu tenho,
Eu terei,
Eu sou,
Eu serei!

Porque quero!


19AGOSTO2014

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

IMAGINEM




Imaginar um poema.
Percam um pouco de tempo.
Tenham a coragem de ler,
Tanta coisa estranha e doce,
Tanta coisa estranha e amarga.
Coisas simples, ilusões, amor.
Sentimentos básicos,
Elevados a desabafos.
Imaginar a crueldade.
Nua e crua, imensa.
A sinceridade, parcamente dita.

Relaxem.
Sentem-se e, cruzem as pernas.
Peguem a chávena do chá,
Do café, do copo de whisky.
Mexam ao ritmo das palavras.
Se for amargo, o açúcar adoça.
Se for mau, o alcool apaga.

Imaginem a vida sem palavras,
Sem os símbolos, sem as letras.
Fujam à ignorância.
(Por favor!)
Sintam a força da fragilidade.

Um livro, uma amizade,
Uma viagem que se guarda.
É a tentação a que chega,
É boa e, o bom,
É vivê-la com intensidade!

Imaginem um poema.
Um mar de cheiros e tatos,
Um fechar de olhos,
Um Portal do imaginário.

Agora,
A vida sem poesia.
Imaginem...


14AGOSTO2014

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

RENASCIDO





É recambulesco o presente.
Dialogo comigo permanentemente.
A vida é uma eterna mudança,
criada em pouco e em muito,
desde que nasci e fui criança,
até este estranho estado adulto.
Já senti o Purgatório de Dante,
sinceramente, só um doido permanece.
Posso ter uma boa dose de louco,
mas de doido, revelo-me pouco.
Vou mudar!
Ó Deus e Diabo, vou mudar!
Estão os dois presentes,
o que no fundo, por estranho que seja,
me dá um gozo difícil de explicar.
Só há um peso e medida certas.
O pêndulo numa balança,
que me vai equilibrar o futuro.
Sou eu o futuro!
Sózinho.
Sózinho, tal como agora.
A ausência deixa de fazer falta.
Já não me faz falta!
Morreu algo cá dentro!
Devagar, intenso, efémero!
Sinto uma explosão do Eu!
Estou certo.
Ó Deus e Diabo, se estou certo!
Ficam memórias, poucas.
Não há morte que não encarne,
mesmo vivo já morri, mas
definitivamente, renasci!

13AGOSTO2014

domingo, 10 de agosto de 2014

NÃO ESTOU LOUCO




Nunca imaginei a vida assim.
Estou metido numa caixa herméticamente fechada,
sem rasgos nem falhas. Sem um fio de luz.
Estou cego. Estou no meio da escuridão,
como um carnaval de gente exausta.
A fraqueza é indiferente à vontade que sinto.
Que parafrenália de sentimentos misturados!
Quero partir, quero ficar. Quero decisão!
A que não tomo, mas que afinal está tomada.
Não há ecos às minhas palavras.
As paredes absorvem o silêncio.
Que mérda de vida esta.
Que mistura louca de bem e mal.
Ás vezes apetece-me o mar. Todo!
Ficar lá dentro. Sem retorno.
Hoje que estou maravilhado com a vida,
esventro-me da liberdade que sei usar.
Não estou louco. Não estou perdido.
Estou desiludido com o desperdício da felicidade.
Humano. Deixem-me rir, só sairá gargalhada.
Se sorrir neste momento, será uma máscara,
falsa, tão falsa como todas as máscaras.
Não sou actor. Não suporto risos mesquinhos.
Não entendo o sorriso que só aparente felicidade.
Orgulhosa e inexistente. A Imagem!
A mérda da imagem, que nos corrói a solidão.
Só a imagem alimenta uma qualquer esperança,
de quem quer ser o que foi e, já não é.
Aparências e recusas orgulhosas. Silêncios tristes.
De noite, choras sózinha o orgulho da dúvida.
És vida sim! Imaculada num véu esfarrapado. Por ti.
A insónia é acutilante. Ferra-me o veneno da noite.
Não é isto que sou. Não é isto...
Nunca imaginei a vida assim!

10AGOSTO2014

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

QUERO TUDO !




Por dentro e por fora,
Saudável.
Sem mentira.
Mas minto-me!
Interminávelmente!
As sombras existem,
Trocam-me os passos.
São frias.
Por vezes embaraços.
Vou ao Sol, vou à Lua,
Vou onde for preciso.
Só quero ir comigo!
Quero um pouco de paz!
Quero um pouco de tudo,
afogado no risco.
Só, não desisto!
Só tendo a crescer e,
Quero tudo!
Quero tudo!
Quero mesmo tudo!


06AGOSTO2014

domingo, 3 de agosto de 2014

ATRÁS DO SONHO




Está lá tudo.
Antes e durante.
Só uma miragem turva,
desfoca a realidade.
Será antes do sonho?
Fuga à imaginação?

Não sei.
Não defino o que não sei!
Mas há! Há algo...
Há algo atrás do sonho.
Será crime ser sonhador?
Há motivo e oportunidade.
Lucidez?
Será difícil,
Nem quero!

Tudo existe,
o "quero" e o "posso".
Tudo se esfuma,
o "podia" e o "deixei".
Tudo se transforma,
o que"sou" e o que "fui".

Está lá tudo
Atrás do sonho.
Será crime?


03AGOSTO2014