sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

QUERO...

Quero ter o que mais quero!
Quero que me des o que ja tenho.
Ao olhar em toques leves a tua pele,
sinto a tua alma que me transforma.
Quero sempre mais, quero quase tudo...
Para que querer tao pouco, ou so metades.
Olhando para mim sentes o meu cheiro.
Com o teu toque me transformo,
na harmonia das formas, que tu alteras.
Tocam-te os meus dedos como uma pena,
tremem prazeres unidos no teu tremer.
Crescem esses seios em imponencia alegre,
como luz intensa que me cega o ver.
Toco-te e sinto-te mesmo quando so penso,
em minha alma farta de sentimento alimentado.
Fecho os olhos... sinto o teu desejo,
penetro nos segredos que me revelas,
sinto o teu poder em estado de graca.
Minhas surpresas sao as tuas ja reveladas,
tornam-se os medos em quase nadas,
um so beijo tras-me o teu sagrado.
O amor persiste, ainda sinto que sentes,
revelas aos poucos, teus sentidos presentes,
sorris em puro deleite neste momento,
olha para mim...
sentes-me enfim,
como bandeira ao vento.

30 Dezembro 2011

MAIS UM ANO

Mais um ano!
Mais um ano que chega!
Mais um ano que parte!

Tantos anos nesta teimosia.
Corremos a vida em calendarios,
diferentes, de todas as gentes,
de tantos e todos os credos.
Mais uma vez nesta utopica esperanca,
imagino um mundo transformado.
Como sera um mundo imaginario,
que nao se destrua a ele proprio?!
Gostava de saber a formula correcta!
Abencoar o final de toda a pobreza,
que por esse mundo persiste.

Mais um ano!
Mais um ano que chega!
Mais um ano que parte!

Todos os anos, desde sempre,
esta rotina teimosa continua.
Fico desapontado que com experiencia,
nesta rotina constante, o Homem nao aprenda,
a tornar-se seu proprio amante.

Mais um ano!
Mais um ano que chega!
Mais um ano que parte!

A esperanca mais uma vez se renova.
As vivencias dos povos recomecam.
Rotinas tristes de quem nao sorri,
desafios de mentiras que fingem solucoes.
Viver ao minuto e uma moda.
Uma moda nova que acho triste.
Triste pelos que por carencia,
vivem a vida ao minuto por nao ter opcao.
Triste por aqueles que podem,
e optam por viver a vida assim, por gosto.
Mas circulamos neste eixo eliptico,
que nos tras sempre de volta.

A pele envelhece.
O cerebro vai mirrando.
As ideias alteram-se facilmente.
As atitudes pecam por defeito da sua inexistencia.
Que seja bom este ano!
Que a harmonia crie finalmente o seu espaco.
Agora... e sempre,

Mais um ano!
Mais um ano que chega!
Mais um ano que parte!

30 Dezembro 2011

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

ESCREVER POESIA

Escrever poesia nao e ser triste,
e so escrever com alma, o que se sente.
E dizer o que no coracao existe,
sem ser negativo ou deprimente.

Soltar pelos dedos o que esta preso na cabeca,
e gritar em paginas de veludo, agressividade inibida.
E expressar de forma agreste nossa presenca,
mesmo estando parado,  pensar nova partida.

Servir quem le, em poemas de sons rimados,
 abusar a vida em poesias de frases pouco simples,
correr desenfreado ao escrever  conceitos,
que tantos escondem, com medo das verdades.

Escrever poesia e nao ligar ao ser criticado,
e ter a certeza que se diz o que se sente,
correr sempre riscos de ser mal interpretado,
mas gritar as verdades, a quem a si proprio mente.

Ao escrever a minha poesia, todos os dias
e como o meu espelho me desse outra imagem.
E sentir almas quentes em frases frias,
Sentir sem medo o que digo, e dize-lo em coragem.


Escrever poesia e um estado de espirito.
Dizer o que nao vemos, mas que sentimos,
E rasgar gritos soltos, mas presos no peito,
Mostrar as imagens daquilo que somos.

Vou escrever sempre que queira,
pois escrevendo nao me amordaco,
o que me vai na alma, formula verdadeira,
ao arrumar as palavras sem embaraco.

Escrever poesia, e respirar em previlegio.
Escrever poesia, solta a vida em tons de pureza.
Escrever poesia, e um santo sacrilegio.
Escrever poesia, e revelar a Beleza.

29 Dezembro 2011

HOJE

Hoje o acordar foi estranho, como tantos outros.
Ainda me sinto envolvido e desfocado dos sonhos.
Não tenho a certeza, se vivo a realidade;
Não percebi ainda se acordei a verdade.

Finjo que estou absorvido em felicidade,
Actor que fosse, represento a vontade.
Uma vontade que está por chegar.
Uma realidade que me faz sonhar.

Se meditar na triste ou boa hora,
Sinto cheiros de um jardim encantado,
Alegoria é sentimento que me adora,
sem intensidade alguma no meu pecado.

Mais um dia, uma hora e por um minuto,
entrego-me a pensamentos sem nexo,
não reconheço em tanta forma esse fruto,
Só não me entendo. Eu sei que sou complexo.

Ainda não percebi este acordar,
se hoje existe, ou até se escrevo,
melhor seria continuar a sonhar,
pois acordar já não me atrevo.

Tenho estas paixões seguidas de mim,
que procuro, que aparecem e me perseguem,
umas fogem por tão fácil, sem lhes ver fim,
outras para me atormentar, permanecem.

Quero mesmo que isto tenha um final.
Não tenho de viver para sempre amarrado.
No desleixo, se sentir algo terminal,
fugindo ao mundo, sentir-me-ei aliviado.

Sinto hoje o que não sentirei,
quando algo intenso mais aconteça,
acabar de vez com o que amei,
Começar a sentir, sem que o padeça.

É fácil abrir os olhos e olhar,
olhar o que outros olhos vêem,
para mim continuar, é também,
manter esta liberdade de sonhar.

Hoje é dia de sonhar o mundo,
Hoje é dia de ser real,
Hoje quero viver por um segundo.
Hoje, vou tentar ser normal.

29 Dezembro 2011

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

AS PALAVRAS!

As palavras...

As palavras sao... como,
Pequenas obras de arte!

Moldam-se em frases,
Transformam-se em ideias,
Pintam-se em cenarios.

Mas tambem se escrevem!

Sao como o vento!
Circulam num rodopiar sem sentido.
Tracam um remoinho complexo,
Nas ambiguidades do espirito.

Sao lindas, sao duras.
Sao leves, sao agrestes.
Tao poderosas e tao seguras,
Como a pureza das leviandades!

As palavras, tambem sao amor.
As palavras, provocam paixao.

Amor e odio tao juntos, mesmo ali a mao,
Conseguem um poder intransponivel,
So possivel, no rigor da vontade.

Gostava que as palavras falassem comigo!
Afasto-as, em constante virar de paginas.
Beijo-as apaixonado, na ponta dos dedos.
Sem parar, com fervor, com e sem medos!

Quero junta-las. Sentir-lhes o cheiro.
Quero que me entreguem alegria.
Quero que iluminem de noite, o meu dia.

Quero escrever todas as palavras.
Ler o que nao dizem sozinhas.
Declamar em tantos dizeres.
Mas por fim, canta-las.

Que o vento as aproxime de mim,
Como folhas brancas e virgens,
Libertas de compromissos.
Quero que voem sem nexo.
Que me toquem e envolvam.
Que no fim, eu as reconheca.

Fecho os olhos e sinto-as zumbir.
Um zumbir que me enche a cabeca.
Carregadas em polen de flor.
Perdidas nas loucuras da alma.

Sinto as palpebras fechar, cansadas.
Pesadas das palavras que me apaixonam,
Mas tambem com todas aquelas, as outras,
Que sempre me atormentam.

Mas sao as palavras,
Que me enchem de vida.
Que me matam devagar.
Morro de forma doce, mas
Mesmo morrendo,
Ainda me falam... sem falar.

Estou apaixonado por todas,
Por serem efemeras,
Mas tambem imortais!

Estou apaixonado.
Por todas as palavras!

As que nao escreveste...
As que eu nao li.
Nao sei quem es,
Nem porque o que fizeste.

Nao tive tempo, em horas reais!
Nem sequer vontade!
Sei tambem em realidade,
Que as nao escreves mais...

Mantenho porem a mesma alma.
Mantenho tambem o mesmo ego.
Mas alem de tudo, precisode ti e delas...
Preciso senti-las, em mim.
As palavras!

Se sera loucura, nao sei?!
Mas neste preciso momento,
ja nao me alimento,
sem as ter comigo.
Tornaram-se minha lei.

Sempre... Todas!

As palavras...


26 Dezembro 2011

sábado, 24 de dezembro de 2011

GOSTAVA DE SER...

"The World's Greatest Dad".
Hoje... consoada de Natal acabo de ver este filme brilhante.
Robin Williams, sim... pois claro.
Fantastica interpretacao!
Algo me faz neste dia de familia, sentir que a realidade. sera mesmo aquela que decidamos o seja.
Nada existe na forma do destino... teoria.
O destino e a forma que quisermos dar a vida...realidade!

Eu proprio...
Eu proprio sem que me desse conta, tantas vezes me coloquei em encruzilhada de caminhos que por simplesmente o ser, me alimentam a complexidade, na resolucao do poder da escolha.
Consciente e inconscientemente...
Inocentemente, por teimosia e ate por estupidez!

O caminho...
Qual sera o melhor caminho?!
Voces sabem?
Ninguem...
Mas apostamos nos sentidos, no que nos faz sentir... nos proprios.
Observar as nossas fases empiricas, e usar os resultados com sabedoria.
Impossivel sera formalizar leis sem saber os elementos necessarios para as regular.
O Conhecimento!

No individual, varias vezes pensei que a pior coisa da vida, era decidir com frequencia, estar sozinho...
Enganei-me!
Pensei pouco e mal; factores esses que levam ao erro!
A pior coisa da vida sao as pessoas, que nos fazem sentir que estamos sozinhos.
Estar sozinho e bom!
Estar sozinho e fantastico!
Da-nos o poder da refleccao e o filtrar da capacidade meditativa.
O pensar os porques e para ques?!
Estar sozinho frequentemente, nao e um resultado para mim. Mas sim, uma escolha consciente!
Aqui surgem as interpretacoes baratas e manipuladoras, que influenciam as conclusoes e as leituras, carregadas na forma da entrega e ignorancia doentia de muitos.
Estar sozinho nao tem nada a ver com ser solitario! Nada absolutamente!
O meu estar sozinho, equivale a estar acompanhado por mim mesmo, em estado de lucidez consciente.
Pela inteligencia, pela forma de filtrar, desenvolver e procurar as minhas duvidas existencialistas.
Nao estou deveras sozinho.
Isolo-me frequentemente.
Passo varias horas com o meu melhor amigo, com a pessoa que melhor me entende.
Eu!
A sos.
Tentar dialogar com o proprio ego, tem resultados fantasticos.
Mima-lo, elogia-lo, repreende-lo e esbofetia-lo.
Ninguem melhor para o fazer sem ofensa, nem faltas de respeito, mas com fria objectividade na analise.
A panaceia e disturbio do politicamente correcto, nao tem nada a ver com a forma de estar de alguem que quer encontrar uma razao do ritmo,  e formas da vida.
So existe ordem depois de controlar o caos. Seja ele de que forma se revele ou desenvolva.

Hoje e consoada natalicia...
As familias.
Os amigos.
Os presentes.
As prendas.
Os ausentes.
O que fica bem.
O que e bonito.
Foda-se para isso tudo!

Olho para Africa!!!!!!!!!!!!
Olho para o meu proprio pais, onde a miseria, nao finda... simplesmente aumenta.
Vejo as maes dos famintos chorarem as lagrimas que ja estao secas, que ja nao teem.
A angustia e a dor de ver um filho morrer, por nao ter capacidade de alimentar ou socorrer...
Aos milhoes!!!!!!!!!!!!!
Mas que merda de mundo e este onde vivemos?
Porque nao ser obrigatorio a todos os habitantes ocidentais ou de paises desenvolvidos sejam eles onde forem geograficamente, a troca de tempo obrigatorio  em exercitos, por trabalho de voluntariado direccionado aos outros... os que nao sabem sequer sorrir? Que vivem em dor permanente de tal maneira, que interpretam a vida dessa forma como sendo normal...
Porque nao... Porque nao... Mas como?
A imagem ou a manipulacao da mesma, podia ser direccionada para esse fim.
Basta optar.

Vi este filme que vos conto, que no fundo transmite as bases, na forma de estar da sociedade dita  cultural e financeiramente desenvolvida... que actua sem logica existencial perante a sua propria raca.
Os Humanos.
Os seres vivos providos pelo privilegio unico e poder fantastico, chamado Inteligencia.

Resumo muito rapidamente...(?!)
Um adolescente morre casualmente ao masturbar-se.
Todos o fizemos! Pelos vistos tivemos sorte, nao morremos.
O pai, professor, ao encontra-lo transforma completamente o cenario envolvente, de forma que o mundo o ame e admire...  uma imagem intelectual inexistente do filho. A dor que sente, transforma-se em medo das suas frustracoes inerentes a ocasiao, mas acaba por vezes de nao resistir ao prazer em desenvolver qualitativamente situacoes sem fim, que o tornam celebre publicamente...
O riso e a gargalhada em directo e interpretado como choro.
Diabolicamente fantastico!
O passado recente.
A imagem!
Manipular a informacao, desfocar a visao das massas para as atrair, talvez seja o que de mais facil se conseguira fazer, mesmo que no particular.

O que  me leva a escrever este comentario, sera gritar na certeza de que este mundo nao passa de uma simples farsa, sem interpretacos desculpaveis nas teorias absurdas da conspiracao.

Tenho os meus amigos quase todos ligados a comunicacao! A imagem...
Sacanas...
Cada um tem a sua funcao a cumprir sem duvida. Por escolha, por direito, ou por falta de opcoes.
Mas tenho a certeza que no interior de cada um deles, existe um receio real ou subconscientemente escondido pelo proprio conhecimento que possuem e aplicam.
Isto em relacao a novas geracoes a que a imagem que ajudam directamente a criar, sera direccionada.
Receiam sem duvida a manipulacao a que os proprios filhos estao sujeitos e serao subjugados sem escape possivel.
O circulo da vida...
Amamos ou nao gostamos, conforme as atitudes e capacidades de quem quisermos influenciar, procurar, ou estejamos dependentes, na  forma e no contexto. Nao acredito em fases intermedias ou de meios termos.Os resultados por o serem, bons ou maus, sao sempre finais. Poderao ser sempre alterados, mas tem de se comecar novamente e acabar outra vez, de forma diferente.
Tudo acaba por ser facil, mesmo que intelectualmente ou de forma comum seja algo teoricamente inatingivel.
Basta manipular...
Este senhor foi o melhor pai do mundo, porque mostrou ao mundo uma realidade que nao existiu. Uma realidade ficticia, transformada na beleza de um todo, que nao existiu na vida real, deturpando
a intencionalidade pela imagem publica, que gostaria tivesse acontecido.
Tornou-se celebre na frustracao e na dor, pela morte do proprio filho.
No fundo, o mundo roda sempre a volta deste factor imundo!
O argumento e fantastico quanto a mim,  porque tem o objectivo de o interpretarmos nesta forma alegorica .
A imagem.
Quero tudo menos imagem!
Quero sentir o mundo.
Quero sentir o que a realidade tem na sua essencia; dificil sera... mas tentar compreender a essencia da realidade, sera a razao da inteligencia.
A complexidade, e o que nao faz sentido tantas vezes, ou no minimo nos desenvolvemos na duvida, sao as opcoes infinitas em como a utilizamos.
Definitivamente ainda nao temos capacidade de entender a logica existencialista da inteligencia.
Porque e qual a finalidade?!
Infinito... Duvida e desenvolvimento constante.
Revelar, ou ajudar se possivel ate a exaustao, ao criar vergonha mostrando a miseria real de tanta populacao no limite da pobreza ou alem disso. Talvez o mesmo numero de quem vive na fartura e desperdicio, e que ainda se queixa.
Depois disto tudo chego a mesma resposta dos outros.
Continuar a tentar...

Gostava de ter conseguido actuar na vida como o personagem do filme.
Gostava de ter sido...
O melhor pai do mundo.


24 Dezembro 2011

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

ESTRELA CADENTE

Ao processar o tempo,
revejo o cintilar das estrelas.
Um ceu de azul aberto, em lapis lazuli.

Um espaco que a incerteza te encontra,
onde a surpresa aparece... tao brilhante.

Mas sinto...
Sinto que este ceu se transforma.
As estrelas mudam... sao tao diferentes.
Ha um brilho que sobressai!

Sem me aperceber, um novo cintilar...
Estrela cadente que chama a minha atencao.
olho-a sem a reconhecer... sigo-lhe o rasto.

Vejo-a brilhar de forma unica.
Intensamente mostras-te a mim...

De uma forma, que e a certa...
Que eu quero!
Na forma que eu sei que existe.

Para mim te diriges... atrais o meu olhar.
Algures... me vais encontrar.

Fico intenso, transformado na intencao.
Envolvo-me sem querer, no teu brilho.
Consigo ver-te brilhar... em minha direccao.

Penso enfim, e fico intrigado...
Tantas estrelas neste firmamento,
e esta... que olha para mim.

Quero que se aproxime, quero toca-la.
Quero senti-la nos meus dedos... quero beija-la.

Sinto aquele calor intenso... em movimento.
O calor que me toca, esta estrela.

Tantas estrelas que tem o ceu.
Mas ha umas... algumas,
que se deslocam com intencao.
Vejo-te chegar... Assim te quero!

Vem, minha estrela...
Vem!

Deixa-te cair... desce desse lugar,
vem ter comigo... quero-te minha.

Quero sentir como cheiras...
que nos arrepiemos em intensidade,
na essencia do teu perfume.

Quero sentir o teu sabor...
ao passear por montes e vales,
ao provar o teu suor.

Quero sentir o teu toque...
que tremas nos meus dedos,
e teu fogo alimente a minha alma..

Desce...
Desce estrela cadente.

Desce...
Que vais ser minha!


23 Dezembro 2011

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

MIRAGEM

Enxergo a bruma, ao tentar focar.
Linhas curvas fronteiras... um corpo nu vejo.
O tempo passa..  foco esta imagem.
Decido vontade... sentir, o desejo;
Apenas realizo uma bela miragem.

Qual deserto em areia fina.
Brilhante, dourada sem cor que defina;
Movedico sinto meu corpo ficar.
Tremuras de algo me ocupa os sentidos,
Acometo em forma correcta, o meu olhar...
foco um definido corpo que quero encontrar.

Sem torturas, nem preceitos,
debruco meu descernimento...
Da bruma nada fica... leva-a o vento.
Belas dunas se formam em peitos,
Lisos, erectos, lindos em coragem.
Sorriu o desejo... Na minha miragem.

Se estou certo ou errado nao sei,
Tocar estas dunas, eu quero chegar,
o futuro o dira... nao saberei,
se esta areia vira em meu pomar.
Tao brilhante e dourada assim a criei,
mexida em vento que corre em aragem,
Assim se mexe a minha miragem.

As formas em pensamento ocorrem,
linhas, esbocos, esculturas se fazem.
Ao criar esse espaco me cometo,
segurar ideias sem que me tormentem,
mas... desejo e alinho, em carvao e pergaminho,
escrevo poemas desta miragem.

Quero por fim, focar ao chegar,
Decidir em poder real a triagem.
Adoro e amo, sem poder ver...
Tocar ou falar com esta coragem,
mas um dia nas maos, poder eu ter,
real... em desejo... a minha miragem.

22 Dezembro 2011

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

MÃE

Quero sentir-te.
Como sempre sinto!
Manter este amor eterno por ti!

Foste brava.
Foste mulher coragem.
És o mundo que há em mim!

Sinto o pacto que nos une.
Um cordão que permanece.

Esqueço-me de ti, por vezes.
Não só na tristeza, na desventura,
sinto este teu amor. Assim!

Penso em ti sem motivo.
Quero-te tanto bem,
que não sei o que digo.

Só temo um certo dia!
Um dia que já seja tarde e,
não te tenha dito como te amo.

Tens o poder do mundo.
Da razão. Do nascer.

És maior que religiões.
Minimizas multidões,
por seres assim, mulher!

Gostava de ter a tua coragem.
Metade da que tiveste por mim.

Esta a razão de eu gritar,
num sopro de veludo, ao teu ouvido.

Amo-te tanto!
Tanto!

Minha Mae!

20 Dezembro 2011

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

SER CONSTANTE

A dialetica inspira o debate.
As coisas...  em forma e conteudo.
Engana as loucuras da mente.
Deixa-me surdo... deixa-me mudo.

Ao praticar o mal... em preserveranca,
ha uma constante luta, desigual.
Abundancia perde a bonanca,
em frenesim de paixao sem final.

Ha sim, uma luz... que me abencoa.
Transforma surdez em forma banal.
De mudo retiro a parte boa,
Constante sou sempre. Sempre igual.

Entrego a mente que posso e tenho.
Desafio as crises por esse mundo.
Do mal e mentira, nao me abstenho!
Constante me oponho ao segundo.

Ser constante e uma forma de arte,
Poucos sabem em se-lo conciso.
Depois da calma usar o debate.
Falar e revelar, o que for preciso.

Passar pela vida sem saber porque?!
Pouca essencia tera assim a alma.
Nao sei tambem, mas sei para que,
Para que tento conhecer a calma.

Raiva me percorre na frustracao,
quando pergunto sem resposta.
Tento falar, mesmo sem ter razao,
sem necessidade, nem lei imposta.

Ter de ser carinhoso... uma constante.
Olhar e ler o ego do menos afoito.
Amar mesmo nao sendo amante.
Ajudar ate mesmo por defeito.

Nao padeco de qualquer perdao,
Nem tao pouco tenho de perdoar,
Abracar o bem, com estas maos,
Estas maos... o bem, venha beijar.


19 Dezembro 2011

domingo, 18 de dezembro de 2011

O QUE SINTO ...

Gosto de me sentar aqui.
Na relva, o cheiro do verde.
Olhar a linha do horizonte.
Tao longe de mim,
Tao perto da minha alma.
Como o efeito de borboleta,
Sinto os ritmos do outro lado,
Do outro lado do horizonte,
Os antipodas do meu pensar.
Sinto o vento tocar-me a face.
Deleito-me ao sentir o toque.
As cores aquecem-me a pele.
Os tons vermelhos, o fim do dia.
Arrefece o tempo,
Aquecem os sentidos.
Os risos de criancas a minha volta,
Acrescentam cor quando as sinto.
A luz vai fugindo,
Devagar,
Devagarinho.
Os olhos, vao-se fechando,
Na ausencia das cores.
Fico a espera...
Encosto-me e penso.
Amanha de manha,
Quero viver as cores!
Gosto de sentir o que sinto!


18 Dezembro 2011

sábado, 17 de dezembro de 2011

NÃO ME APETECE !

Hoje não !
Não me apetece!

Não me apetece escrever.
Não me apetece pensar.
Não me apetece entender.

Não me apetece saber de mais nada...
Não me apetece saber porque.
Não me apetece saber para que.

Não me apetece!

Só me apetece rir !
Não perder um sentido.
A vida e, sorrir.

Apetece-me mandar o mundo à mérda!
Apetece-me ficar aqui.
Sózinho e sossegado.

Não me apetece falar convosco.
Não me apetece ouvir sussuros de desgracas.

Não me apetece nem um pouco.
Não me apetece defeito, nem agrado.
Não me apetece nem um nada.

Quero que tudo se lixe.
Quero que  me deixem em paz.

Não me apetece!

Não me apetece deixar de ser louco.
Não me apetece ser bem visto.

Mérda para os clichés disfarçados!
Mérda para as frases dos sábios!
Mérda para tanta coisa!

Hoje apetece-me ser assim.
Além de tantos dias como hoje,

Não me apetece!

17 dezembro 2011

SE...



Se...

Se eu soubesse.
Recebia de mãos abertas
Tudo.

Se eu soubesse.
Dava de mãos abertas
Tudo.

Se..

Se fosse simples,
cantar poemas com aves.
Declamar a batida das asas.
Cantar a felicidade.
Cantava.

Se ...

Se te visse triste,
Se tivesse o poder num beijo,
beijava-te.

Se...

Ver-te sorrir,
fosse a minha vontade,
Ajudava-te.

Se...

De longe me chames,
eu te não oiça,
Eu vou.

Se...

Ao sentir-te,
olhando para ti,
rezaria.
Espera por mim.

Se...

Se eu não pensasse,
Seria tudo tao mais fácil.
Seria feliz, talvez.
Nem tão pouco tento.
Nem tão pouco fujo.
É prisão.


Mas sinto.
Sim!
Sinto-te despertar,
Sinto os teus sentidos.

Se...

Tivessemos adormecido,
Não te poderia encontrar.

Se...

Os dias seguem as noites,
o frio aquece-me a alma.

Se...

Não te vejo,
nem por um pouco,
Sei que sim...

Que te vou encontrar.

Se não me apetecesse escrever.
Se não me apetecesse pensar.

Seria mais feliz,
talvez...
mas nao!

Se...

É assim que quero estar!


17 Dezembro 2011

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

SERA POSSIVEL?

Será possível?

Será possível,
Conseguir manter,
O mais puro explendor
De todas as coisas,
De todas as pessoas?
Do mundo!

Será possível?

Sermos como as árvores,
Que nascem e crescem
Com as ramagens em desordem.

Só do caos nasce a ordem.

Como o vento afaga os ramos,
Com a simples e básica sensação,
Para viver é mais fácil amar.

Tão simples que é, dar um passo;
E mais um passo, e outro até descobrir!

Será possível?

Sentir com tanta força o ar,
Que envolve e alimenta, e
Me faz amar assim o Amor.
São férteis estes pensamentos.

Enraízo a vontade de existir.
E o como é bom viver!
Senti e sinto que sim!
Que é possível!

Sorrir,
Tocar,
Cheirar,
Um beijo...

Será possível?

Será possível o amor?
Claro que é possível!
Basta um abraço!
Basta um beijo!

Basta o amor!

15 Dezembro 2011

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

UM NATAL




         "Que lindo!"
        Pensou Joao, arrastando os pes de proposito, como isso o ajudasse a passar tempo e o caminho.
        Subitamente algo o fez parar. Algo maravilhoso lhe captou toda a atencao, parou estupefacto e deslumbrado de frente para a montra da loja de brinquedos.
        A luz era imensa, tantos os movimentos, aqueles sons magicos, todas aquelas cores.
        Como ele adorou as cores!
        Sentiu-se magnetizado para aquele vidro que o separava da felicidade. Encostou-se como que sugado de maos espalmadas, empurrando de leve o vidro, onde encostou o nariz sujo do frio que se fazia sentir.
        Respirou fundo. Nao sabia se de alegria, se de espanto.
        Mas respirou, um profundo bafo invadiu aquele vidro. Uma nuvem de vapor condensado, embaciou tudo a volta do seu olhar.
        Ouviu tudo com  a maior atencao possivel, nao queria que nada lhe escapasse. Absolutamente nada.
        Os seus olhos, sobressairam inexplicavelmente, ja de si grandes nas cavidades daquela face magra.
        Brilhavam. Rodavam e rodopiavam tentando focar o mais possivel todos aqueles movimentos que o faziam feliz. Aquele preciso momento, era o delirio da felicidade.
        Nao se lembrava ultimamente, de passar um bocado de tempo de forma tao agradavel. Mesmo aquele frio, que ultrapassava os farrapos de roupa que cobriam o seu pequeno corpo esqueletico, era suficiente para o fazer desistir daquele momento.
        O comboio.
        Sim. O comboio, o apitar contra os movimentos mecanizados de toda aquela bonecada, estrategicamente colocada, que se moviam a sua passagem.
        Os luzes dos semaforos de brinquedo, o guarda da linha abanando uma bandeira vermelha, e todas aquelas cores animadas.
        "Que lindo!"
        Pensava Joao, repetidas vezes.
        Aquela enorme montagem de Natal, cheia de vales e montes de brincar, era tao real que o fazia sentir parte da modelagem.
        Sentiu-se no campo, que nunca vira, a nao ser em bocados de revistas e jornais velhos que as vezes apanhava e que o aqueciam de noite tantas e tantas vezes.
        Nao se apercebendo como era possivel, sentiu as macas da cara a ferver, nao de febre desta vez, mas de um calor que acompanhava a sensacao de felicidade, em frente a tanta coisa bonita.
         Imitou todos os sons daquele modelo enorme, da loja de brinquedos, antes de seguir caminho.
         Olhou para a porta, viu o sirandar de familias e os meninos.
         Aqueles meninos. Os outros meninos.
         Ficou feliz ao ver aquelas faces risonhas de felicidade.
         Ciume... Ciume era coisa que nunca lhe passou pela cabeca, por ser tao novo , sempre fora aquilo que era.
         Nunca tivera mais que algo de comer para calar o estomago, ou algo para vestir que lhe tapasse o corpo. E uns sitios giros para dormir de noite.
         Beijou o vidro, uma despedida inesquecivel, pelo pequeno e fantastico momento que acabara de viver.
         "Que bonito e o Natal", pensou.
         Olhou a sua volta, o brilho pestanejante das luzes que cobriam as ruas da cidade, num pisca-pisca constante que quase se tornavam em tons de musica, prolongou o momento enquanto se fazia ao caminho .
          "Que lindo!"
          Subiu a rua em direccao ao seu bairro.
          "Joao! Anda ca miudo!"
          Virou a cara, sem se ter apercebido do quanto ja andara.
          Deu por si passando em frente a leitaria do Sr. Antonio.
          Aquele homem bom, sempre o chamava, pelo menos uma vez por dia, para lhe dar de comer.
          Caminhou num passo lento e envergonhado, em direccao a leitaria.
          - Toma meu filho, leva estas sandes e esta garrafa de leite. Que Deus te abencoe.
          Cabeca baixa como de costume, nao disse palavra.
          Nunca falava!
          Contente, correu para a casa abandonada onde pernoitava.
          Comeu e bebeu aquele fausto jantar. Ficou satisfeito. Encostou-se ao canto da parede, tao confortavel quanto possivel, iluminado por um rasgo de luz do luar, que teimava em entrar pelas frestas das portadas partidas.
          Puxou as mantas, ja rijas do tempo tendo o cuidado de as sacudir, soltando o maximo de po,  enroscando o corpo magro, ja tremendo de frio.
          Tentou nao adormecer, sem rever aquelas imagens magicas que lhe enchiam a memoria.
          Fechou os olhos .
          "Que lindo e o Natal."
          "Amanha, sera Natal outra vez!"
          Adormeceu...

14 Dezembro 2011 

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

SO UM TOQUE...

O toque...
Aquele toque...
So um toque...

Ao tocares... a harmonia...
Sentir, essa ternura...
O toque... do teu olhar.

O toque...
Aquele toque...
So um toque...

A dureza nessa tua fragilidade...
Ao saber intervir nessa leveza intacta...
Encontro essa mulher ...

Um toque...
O paladar da pele...
Um cheiro, que me percorre ...

Sentir o toque...
Impulsos que fogem...
Sem conseguir pensar...

O teu sabor...
Um simples olhar.

Vou flutuando...
Toco a beleza... as nuvens...
Sinto certeza sem ser real...

Almas e egos enormes...
Respiro ofegante...

Ao toque...
Aquele toque...
So um toque...

Sentes o meu sangue pulsar...
Dou-te tudo... o que tenho...
E o que nao posso dar...

Um toque...
Aquele toque...
So um toque...

Podera chegar!

13 Dezembro 2011

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

SENTIR O MUNDO




É fantástico sentir o mundo!
Senti-lo assim, na forma.
Senti-lo assim, no conceito.
Ao segundo.

As águas,
Quando são alvas.
As transparências
Quando são estonteantes.

É senti-las escorrer,
Com pequenos toques,
Que se sentem, aveludados,
Pela pele e, pelo mundo.

É sentir a frescura pura.
O arrepiar da certeza.
O palpitar do sangue e da raça.

É filtrar o eterno,
Com saber,
Com sentir.

É observar,
Aculturar.
São os brilhos,
Que quase me cegam,
Mas que admiro !

São as Telas.
São as Esculturas.
Quadros.
Pinturas.

Refinadas qualidades,
Tão finas! Tão puras!

E a música.
Ai, Deus.
A música, os tons divinos.
É o afinar dos sentidos!

O vibrar do oboé.
A fineza da flauta.
Os timbres afinados,
Os pianos.
Os celos.
O Éden.
O Mundo.

Seguir,
Sentir em crescendo.
Respirar,
Por todos poros.
É encher os egos vazios,
Com almas sem sofrimento.

Sentir que sim!
O bom,
O tudo e o nada.
Sentir...
Sentir!

Alegre prazer e sinceridade.

As almas,
Intensas,
Sentem o Mundo!

E Eu,
Sinto tudo!


11 Julho 2011

domingo, 11 de dezembro de 2011

O MEU MUNDO

Tento a loucura...
Surge... nao a quero.

Mas agrada-me !

Agrada-me provar o sabor da incoerencia.
Sentir um poder... desfalecer.

Correr a volta do meu cerebro...
Tentar agarrar meus pensamentos...

Nao lamentos...
Ja nao lamento!

Acordo...

Acordo no adormecer de um lugar abstrato...
Sem preocupacoes... sem seguir linhas...

Nem de vida...
Nao quero linhas pre definidas.

Quero o prazer de pintar a vida...
Tenho prazer ao pintar a vida!

Mas e abstrato!
No fundo... isso e bom!
Sempre me faz pensar...

Penso tanto que ja nao sei fazer outra coisa...
Cuspo em cores de pinceladas desmedidas...
Formo imagens sem saber como...
Sem saber o que faco...

Mas gosto !
Gosto muito de gostar !
Gosto deste meu mundo abstrato !

Olho o meu mundo perdido... ao imaginar...
Imagino-o perdido no meu olhar..
Saltam-se-me as maos...

Enchem-se de tudo...
Enchem-se de nada...


1 Novembro 2011

sábado, 10 de dezembro de 2011

TENTATIVAS

Encontrar o que e facil...
Seria tao bom ...

Tentativas...
Tentativas vas...

Gostava de ser como um rio...
Um rio, onde a logica funcionasse...

Nascer...
Fluir...
Subir...
Descer...
Mudar de rumo...

Como seria bom... mudar!!

Tentativas que nao funcionam...

Tentar !
Tentei...
Parei numa barragem...

O meu rio nao fluiu... nao flui!

Talvez por ter uma alma?!
Talvez que as aguas por cristalinas...
Talvez que sejam meu sangue disfarcado.

Fluir... deslizando...
Mas ao fluir, parou.

Tentativas...
Tentativas vas...

Onde esta a minha logica?!

Mudar de rumo !!
Rumo...
Remo...

Remo contra a minha mare...

Tento...
Tento...

Mas as aguas do meu rio teem alma...

Tentativas...
Tentativas vas !!

10 Dezembro 2011

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

CAMINHAR !

Um carreiro de po solto...
Deslumbre campestre que encanta,
Cores de flores em ritmos quentes,
Trevos que de sorte me saltam dos dedos.

Uns tropecos, umas pedras que saltam...
Caminhos que se abrem... lisos e limpos.
O cheiro... verdura em duches de orvalho,
Secar de palhas de tons doirados...
um caminho...

Um carreiro de po solto...
Atravesso sem pressas...  penso...
Alivio e desgasto energias... em andar premente...
como gente.

Em movimentos certos e encadeados,
movo este corpo cansado de vas posturas...
Cerro os olhos... em fuga de luz intensa...
o amanhecer.

Regulando visoes de luz esvaidas...
Foco um campo de lirios... gritam em cor.
Parar... memorizar imagens que me fazem sorrir...
esquecer.

Percorrer caminhos de terra solta...
Descobrir estradas construidas em seguranca...
Caminhar por montes e vales...
Por mares e riachos...

Caminhar...
Sempre caminhar...

Encontrar o caminho !!

06 Dezembro 2011

OS DEDOS

Tenho tantos dedos...
mexem...
remexem...
tremem...
acodem...
adormecem...

A vida... nao para, tal como os dedos...
mexe...
remexe...
treme...
acode...
adormece...

Troco sentidos... troco vontades ...
mexendo...
remexendo...
tremendo...
acudindo...
adormecendo...

tenho tantos dedos que... nao sei que lhes faca...
tenho tantos dedos que... os sinto ameaca...
Tenho tantos dedos que... os quero parar...

Transformam o ar que respiro...
ao mexer...
ao remexer...
ao tremer...
ao acudir...
ao adormecer...

entrelaco os meus dedos na vida...
na minha vida...
na vida dos outros...
dos idos...
dos vindouros...
entrelaco os meus dedos na vida...
na minha vida...

mexo...
remexo...
tremo...
acudo...
adormeco...

apertam...
afagam...

sou eu...

os dedos...

6 Dezembro 2011

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

TENHO UM PODER ENORME

Tenho um poder enorme...
Nao que o respirar me de forca...
Nao que o olhar me mostre nada...

Mas o que sinto...

Tenho um poder enorme...
Sinto amor de quem eu quero...
Nao o que poderia sentir...

Mas o que sinto...

Tenho um poder enorme...
Duas criancas que amo na intensidade da vida...
Um irmao que me ensina a sentir mais nada...

Mas o que sinto...

Tenho um poder enorme...
Sonhar em realidades utopicas...
Arrepiar-me nao com alegria de sentidos...

Mas o que sinto...

O que sinto fica aqui...
Circunspecto ao meu involucro de pele...
Fechado na ansia das vontades...
Liberto nas virtudes dos sentimentos.

Mas o que sinto...

Tenho um poder enorme...

05 Dezembro 2011